Um estudo recente da Enfoque Pesquisa de Marketing traçou um interessante retrato dos adolescentes brasileiros de hoje. Em alguns aspectos, como na manifestação de rebeldia para tentar ganhar respeito, no materialismo e na busca por reconhecimento, por exemplo, eles continuam iguais aos de antigamente. Mas a gente não pode esquecer que essa geração, nas Cida a partir de 1995, cresceu em plena era digital. E foi educada em ambientes familiares muito mais flexíveis que os de alguns anos atrás.
A pesquisa mostrou ainda que esses jovens vivem uma relação ambígua com o país – de um lado se orgulham do Brasil, pelas belezas naturais, pelo clima tropical e pelo caráter alegre e descontraído do povo, mas de outro se decepcionam com a desigualdade, a corrupção dos políticos é apontada como a principal razão pela qual eles não se interessam por política. Mas a principal preocupação dessa garotada é mesmo a violência, porque restringe a liberdade de ir e vir.
Nossos adolescentes ficam conectados 24 horas por dia, sete dias por semana e parecem depender disso para viver. Computadores e celulares são instrumentos que usam para estar em contato permanente com os amigos. O problema é que esses jovens recebem informações de todos os tipos pela internet, na maioria das vezes sem a supervisão de adultos, o que faz com que eles fiquem mais expostos aos predadores digitais.
Os adolescentes brasileiros, em geral, são narcisistas e parecem obcecados em ver e ser vistos. Para se ter ideia, a pesquisa observou que, quando a garotada não tem nada pra fazer, ela se autofotografa, montando um acervo que o pessoal da Enfoque chamou de “egoteca digital”. Porém, como sabemos, alguns vão além e se fotografam também em poses sensuais, o que é facilitado pela tal falta de supervisão dos adultos.
Para terminar, os adolescentes continuam muito ligados nas grifes. E não apenas em grifes de roupa, mas também nas de eletrônicos, como celulares e computadores. As marcas servem para que eles se sintam parte de uma comunidade e ao mesmo tempo ajudam os que querem se destacar entre os amigos. Outra forma que os adolescentes brasileiros usam para afirmar sua identidade e se integrar a um grupo é a música. O estilo de músicae as bandas preferidas dizem um pouco sobre quem eles são e a que tribo querem pertencer. Detalhe: para essa garotada, música não é mais coisa que se compra, é uma coisa que se baixa na internet. Sem pagar, é claro.
Texto retirado da revista Gol, escrito por Luiz Alberto Marinho.
A pesquisa mostrou ainda que esses jovens vivem uma relação ambígua com o país – de um lado se orgulham do Brasil, pelas belezas naturais, pelo clima tropical e pelo caráter alegre e descontraído do povo, mas de outro se decepcionam com a desigualdade, a corrupção dos políticos é apontada como a principal razão pela qual eles não se interessam por política. Mas a principal preocupação dessa garotada é mesmo a violência, porque restringe a liberdade de ir e vir.
Nossos adolescentes ficam conectados 24 horas por dia, sete dias por semana e parecem depender disso para viver. Computadores e celulares são instrumentos que usam para estar em contato permanente com os amigos. O problema é que esses jovens recebem informações de todos os tipos pela internet, na maioria das vezes sem a supervisão de adultos, o que faz com que eles fiquem mais expostos aos predadores digitais.
Os adolescentes brasileiros, em geral, são narcisistas e parecem obcecados em ver e ser vistos. Para se ter ideia, a pesquisa observou que, quando a garotada não tem nada pra fazer, ela se autofotografa, montando um acervo que o pessoal da Enfoque chamou de “egoteca digital”. Porém, como sabemos, alguns vão além e se fotografam também em poses sensuais, o que é facilitado pela tal falta de supervisão dos adultos.
Para terminar, os adolescentes continuam muito ligados nas grifes. E não apenas em grifes de roupa, mas também nas de eletrônicos, como celulares e computadores. As marcas servem para que eles se sintam parte de uma comunidade e ao mesmo tempo ajudam os que querem se destacar entre os amigos. Outra forma que os adolescentes brasileiros usam para afirmar sua identidade e se integrar a um grupo é a música. O estilo de músicae as bandas preferidas dizem um pouco sobre quem eles são e a que tribo querem pertencer. Detalhe: para essa garotada, música não é mais coisa que se compra, é uma coisa que se baixa na internet. Sem pagar, é claro.
Texto retirado da revista Gol, escrito por Luiz Alberto Marinho.
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